A Polícia Federal (PF) voltou a pedir ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que autorize a transferência de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para um presídio comum. O novo pedido foi apresentado após a corporação rejeitar a 2ª proposta de delação premiada do banqueiro.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Os investigadores querem que Vorcaro deixe a carceragem da Superintendência da PF no Distrito Federal, onde está preso desde 19 de março. Ele foi detido preventivamente na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
Em março, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade para iniciar negociações de um acordo de colaboração premiada e foi para a Superintendência. Na ocasião, recebeu autorização para se reunir diariamente com seus advogados para elaborar a 1ª proposta de delação. Em 18 de maio, foi transferido de uma cela especial para uma cela comum.
A rejeição da 1ª proposta levou à saída do advogado José Luís de Oliveira Lima, mais conhecido como Juca, em 22 de maio de 2026. Naquele período, a PF já havia solicitado a transferência do banqueiro para uma unidade prisional comum, mas o pedido ainda não havia sido analisado por Mendonça, relator do caso Master no Supremo.
A nova proposta, apresentada pelo advogado Sérgio Leonardo, foi encaminhada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ainda não se manifestou sobre o conteúdo do acordo.
Segundo fontes ligadas à investigação, porém, a 2ª tentativa também não convenceu os investigadores da PF. A avaliação é que o material apresentado não trouxe elementos relevantes o suficiente para justificar a celebração de um acordo de colaboração premiada.
Dentro da corporação, o entendimento é que parte das informações repete fatos já conhecidos e não acrescenta elementos considerados centrais para o avanço das apurações.