O senador Rogério Marinho (PL-RN) negou nesta tarde (15) a existência de qualquer discussão interna no PL sobre a possibilidade de substituição da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, mesmo após a divulgação do contato dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Em entrevista à CNN Brasil, o coordenador da pré-campanha de Flávio afirmou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) tem a “confiança” da sigla e será mantido como candidato do partido.
“Evidente que ele conta com a nossa confiança. Será o nosso candidato e vencerá eleições. Não há nenhuma especulação por parte do comando do partido, da grande maioria dos deputados e senadores [da sigla], aliás, ninguém especulou isso comigo de substituição de candidatura”, afirmou Marinho.
O senador disse que a agenda de viagens de Flávio seguirá normalmente. Afirmou também que o partido tem “muita segurança” de que as tratativas entre o senador e Vorcaro se restringiram ao patrocínio de uma cinebiografia sobre a vida do ex-presidente da República.
“Na próxima semana, teremos uma agenda bastante intensa. A campanha continua. E, em qualquer campanha, é necessário que na hora que ocorram quaisquer dúvidas elas possam ser de forma transparente e objetiva esclarecidas à sociedade, ao contrário do PT”, disse Marinho à emissora.
O senador afirmou tambén não ter conhecimento prévio do diálogo entre Flávio e o banqueiro do Master.
Na quarta (13), o Intercept Brasil publicou reportagem afirmando que Flávio negociou diretamente com Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para o longa “Dark Horse”. O senador confirmou a autenticidade do áudio e das mensagens, mas negou irregularidades.
Após a publicação da reportagem, Flávio divulgou vídeo afirmando que o caso se trata apenas de “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”: “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.
Em entrevista à GloboNews, o pré-candidato à Presidência afirmou ontem (14) ter evitado tornar o contato público por “confidencialidade” do projeto e disse que não haverá ligação do episódio com o caso das fraudes do Master.