O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou hoje (15), durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que não houve qualquer contrapartida política na captação de recursos para o longa.
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“Não existe política nisso, pelo amor de Deus. O que o Flávio mais quer e sempre quis é fazer um filme em homenagem ao pai dele”, declarou Frias.
O deputado afirmou que houve contato com empresários e investidores para buscar financiamento privado para a produção e disse que o processo foi conduzido como uma prospecção comum de mercado.
“Eu entrei em contato com pessoas, o Flávio entrou em contato com pessoas, o Thiago nos ajudou a chegar em algumas pessoas. É uma prospecção de um produto”, afirmou.
Segundo Frias, os investidores buscavam retorno financeiro e participação nos lucros do filme. Ele negou qualquer vínculo político nas negociações.
“Não existe contrapartida política. O cara investe porque quer retorno e porque é um produto forte”, disse.
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o filme foi estruturado nos Estados Unidos e submetido às regras americanas de proteção jurídica e financeira.
“É um filme dos Estados Unidos, com proteção jurídica e financeira, tudo dentro das regras americanas, que são muito mais rígidas do que as regras do Brasil”, declarou.
Frias também disse que a motivação principal da produção sempre foi registrar a trajetória política de Jair Bolsonaro sob a ótica de seus aliados e apoiadores.
“O único interesse dos meninos é divulgar a história do pai deles”, afirmou.
O deputado declarou que o grupo responsável pelo projeto considera o filme uma resposta ao que chamou de “guerra cultural” e à narrativa construída sobre o ex-presidente.
“Daqui a dez anos ninguém ia saber a história. Iam repetir que Bolsonaro é genocida, que roubou joias”, disse.
Segundo Frias, o objetivo do longa é apresentar “o outro lado da história” sobre Bolsonaro para futuras gerações.
“Daqui a 50 anos, quando estiverem repetindo essas acusações, as pessoas terão a oportunidade de assistir a um filme que fala a verdade”, afirmou.
O parlamentar citou ainda produções anteriores sobre figuras ligadas à esquerda e ao crime organizado para justificar a realização do projeto.
“Fizeram filme de Marighella, fizeram filme de traficante. Só falam do pior que o Brasil tem”, declarou.
Frias afirmou que a produção do filme não foi motivada prioritariamente por lucro financeiro.
“Quando comecei a pensar nesse filme, eu não estava pensando em dinheiro”, disse.
As declarações ocorrem após a divulgação de áudios publicados pelo site The Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Segundo o site, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.
Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, afirmou que buscava patrocínio privado para o longa e negou irregularidades. Já Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment sustentam que o filme não recebeu “um único centavo” diretamente do banqueiro.
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