O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (15), durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que o projeto surgiu em 2023 e enfrentou resistência para conseguir investimentos.
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Frias declarou que decidiu iniciar o projeto por considerar que o Brasil “não podia ficar sem um registro da história do presidente”. Segundo ele, a primeira iniciativa foi a produção do documentário “A Colisão dos Destinos”, lançado nesta semana.
“O documentário mostra as relações pessoais do presidente com os irmãos, os filhos e amigos próximos. É um filme muito bonito também, mas é um documentário”, afirmou.
O deputado disse que, desde o início, enfrentou questionamentos e acusações envolvendo o financiamento das produções. Segundo ele, tentaram relacionar os filmes ao envio de emendas parlamentares.
“A Câmara já respondeu oficialmente que não há nada de errado nas minhas emendas, mas isso continua sendo especulado”, declarou.
Frias afirmou que o projeto do longa ficcional “Dark Horse” encontrou dificuldades para captar recursos no Brasil. De acordo com ele, a equipe buscou apoio internacional para viabilizar a produção.
“Eu já sabia que seria impossível conseguir investimentos para esse filme no Brasil”, disse.
O parlamentar relatou que entrou em contato com o produtor americano Michael Davis, responsável pela parte internacional do projeto, e depois iniciou negociações com o diretor Cyrus Nowrasteh e o roteirista do filme.
“Nós começamos essa tratativa absolutamente como um sonho. Ninguém jamais acreditou nesse filme”, afirmou.
Frias também comentou a escolha do ator Jim Caviezel para interpretar Bolsonaro. Segundo ele, o nome do ator sempre foi tratado como prioridade pela produção.
“Eu nunca pensei em outro ator que não fosse o Jim Caviezel. Sempre imaginei que ele era o cara certo, não só por parecer fisicamente com o presidente Bolsonaro, mas por ser um grande ator”, disse.
Durante a entrevista, o deputado criticou o que chamou de concentração ideológica no setor cultural e cinematográfico. Segundo ele, o problema nunca foi a classe artística, mas a falta de pluralidade no acesso aos recursos públicos.
“A única coisa que a gente combatia era o monopólio. Os recursos chegavam sempre para as mesmas produtoras, os mesmos produtos e as mesmas temáticas”, afirmou.
*Matéria em atualização
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