Os agentes da Polícia Federal (PF) ficaram cerca de três horas na residência do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), alvo de busca e apreensão em operação deflagrada nesta manhã (15) contra fraudes envolvendo o grupo Refit, do empresário Ricardo Magro.
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Policiais foram até o imóvel em carros descaracterizados e com apoio de homens armados. A casa do político fica em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, a operação investiga suspeitas de que a Refit utilizava sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
De acordo com a Receita Federal, o grupo Refit é o maior “devedor contumaz” do país, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões junto à União e aos estados. Apenas em São Paulo, os débitos somam R$ 9,6 bilhões, segundo o governo paulista.
O papel de Castro no caso ainda não foi detalhado pela PF. Em 2023, porém, a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, recebeu do governo estadual, na gestão de Castro, um incentivo fiscal para ampliar sua atuação no mercado de óleo diesel.
A operação desta sexta foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.