Investigadores da Polícia Federal (PF) trabalham com um novo pedido de prorrogação do inquérito do Caso Master, enquanto avaliam possível proposta de delação premiada por investigados.
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O inquérito tem prazo vigente até a metade deste mês. A avaliação interna é de que o período atual é insuficiente para concluir as apurações, diante do volume de documentos e dados apreendidos.
A expectativa é que o novo pedido seja analisado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A investigação já havia sido prorrogada anteriormente por decisão do então relator, ministro Dias Toffoli, em janeiro.
Nos últimos dias, a PF avançou na análise de parte dos nove celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Parte dos aparelhos contém arquivos digitais armazenados fora de aplicativos de mensagens.
O inquérito também apura relações com a Reag, que recebeu recursos de previdências municipais em fundos administrados pela corretora ao longo dos últimos anos.
As investigações são conduzidas por equipes da PF em Brasília e em São Paulo. A estimativa é de que os trabalhos se prolonguem ao longo do segundo semestre.
No âmbito das apurações, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou transferência do sistema prisional para a Superintendência da PF com o objetivo de negociar um acordo de delação premiada.
O pedido ainda não foi analisado pelo relator. Segundo informações, o ex-dirigente manifestou interesse em colaborar com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR) após mudança de defesa.