Os militares dos Estados Unidos destruíram embarcações iranianas no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), após ações do Irã contra navios militares e comerciais na região.
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Segundo o chefe do Comando Central dos EUA, almirante Bradley Cooper, o Irã lançou “múltiplos mísseis de cruzeiro, drones e pequenas embarcações” contra alvos protegidos pela Marinha americana. Em resposta, forças dos EUA atacaram seis embarcações iranianas com helicópteros Apache e SH-60 Seahawk.
Posteriormente, o presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que sete barcos iranianos foram destruídos.
Cooper afirmou que a atuação americana ocorreu dentro de um sistema de defesa ampliado na região. “Se você está escoltando um navio, está jogando um contra um. Acho que temos um arranjo defensivo muito melhor neste processo, onde temos múltiplas camadas que incluem navios, helicópteros, aeronaves, alerta aéreo antecipado e guerra eletrônica”, disse.
“Temos um pacote defensivo muito mais amplo do que teríamos se estivéssemos apenas escoltando”, acrescentou.
O comandante evitou confirmar se o cessar-fogo em vigor na região foi encerrado. “Não vou entrar em detalhes sobre se o cessar-fogo acabou ou não”, afirmou.
Ele declarou ainda que a presença militar dos EUA tem caráter defensivo. “Acho que o ponto principal para nós é que estamos lá apenas como uma força defensiva, para fornecer uma camada robusta de proteção à navegação comercial, permitindo que os navios mercantes saiam do Golfo Pérsico”, disse.
“O que vimos esta manhã, com o Irã iniciando um comportamento agressivo, foi uma resposta direta ao presidente”, completou.
Mais cedo, houve versões divergentes sobre os episódios na região. O Irã afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos no estreito e chegou a mencionar disparos contra embarcações dos EUA. Posteriormente, autoridades iranianas passaram a classificar a ação como “disparos de advertência”, enquanto os Estados Unidos negaram que seus navios tenham sido atingidos .
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo e concentra parte relevante do transporte global de petróleo. O aumento das tensões ocorre em meio a um cenário de conflito e bloqueios na região.