STF quer bônus político sem ônus da crítica pública

ALive: STF quer bônus político sem ônus da crítica pública

O programa ALive desta sexta-feira (24) abordou o embate entre o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O último desdobramento foi o pedido de desculpas do decano após citar homossexualidade como ofensa contra o mineiro.

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O conflito entre eles começou no início da semana, quando Gilmar pediu a inclusão do pré-candidato à Presidência no inquérito das fake news. A medida foi motivada por um vídeo publicado pelo ex-governador nas redes sociais no mês passado, que retrata o decano e Dias Toffoli como fantoches.

Na gravação, os bonecos simulam diálogos. Em um trecho, o fantoche que representa Dias Toffoli pede a suspensão de uma decisão da CPI do Crime Organizado. Em seguida, o personagem atribuído a Gilmar revoga a medida e menciona “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, em referência ao Tayayá.

O empreendimento era ligado a Toffoli e foi adquirido por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso e em negociação de delação com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para o diretor de relações governamentais do Ranking dos Políticos, Gabriel Jubran, o decano da Corte atua “como se estivesse do outro lado da praça dos Três Poderes”, “fazendo política”. Segundo ele, ministros do STF “precisam ser institucionais”, já que “tem a palavra final sobre diversos debates, cada vez mais debates da pauta política do Brasil”.

Jubran criticou que a Corte nos últimos tempos tem agido “politicamente”. “A gente tem uma instância do Judiciário, sobre a qual não há recurso, decidindo temas que caberiam ao Executivo e ao Legislativo”, criticou.

De acordo com ele, quando existe uma “reação legítima” de pessoas como Zema, os ministros do Supremo começam a “relativizar” a “atuação política” dessas figuras, “dizendo que aquilo é crime, que a sátira tem limite, que o humor vale só se for para os outros Poderes”.

“Agora o Supremo Tribunal Federal quer só o bônus de poder atuar politicamente sem o ônus da crítica pública”, afirmou Jubran, destacando que “isso é um completo desequilíbrio”.

“O ministro do Supremo Tribunal Federal, que faz parte da vida pública, faz parte da vida institucional, quer também atuar politicamente, mas não quer ter o ônus do que significa atuar politicamente, da crítica dos seus adversários que vai acumulando no meio do caminho”.

“Que Zema saiba que ele está no caminho correto, que a população que cobra esse tipo de questionamento para os ministros do Supremo o apoia e que a decisão que ele tomar pela continuidade dos intocáveis, dessa série de sátira, ou então por embates mais duros, ele esteve lá no Congresso essa semana, pedindo impeachment formal do ministro Gilmar”, continuou Jubran.

“Saiba que tudo isso tem justificativas, Zema, institucional e jurídica, para você seguir por esse caminho”, finalizou o diretor de relações governamentais do Ranking dos Políticos.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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