Delator do PCC revelou plano para matar Moro e promotor

Moro afirmou que as gravações foram realizadas por um delator no contexto das investigações do caso

Um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que denunciou o suposto envolvimento de policiais da Rota com a organização também foi responsável por relatar, em 2023, um plano da facção para assassinar o senador Sergio Moro (PL-PR) e o promotor Lincoln Gakyia. As informações constam em depoimento prestado por Gakyia à Corregedoria da Polícia Militar, conforme revelado pelo Metrópoles.

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De acordo com o promotor, que atua no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, o relato foi feito por uma testemunha protegida, integrante da facção, durante reunião realizada em fevereiro de 2023. Na ocasião, o informante apontou que o plano teria sido articulado por um membro da chamada “sintonia restrita”, núcleo da cúpula do PCC.

“Quero deixar registrado que, em fevereiro de 2023, fizemos nova oitiva da testemunha protegida porque ela nos mandou uma informação de que soube de um plano para me assassinar e também assassinar o senador Sergio Moro”, declarou Gakyia em seu depoimento.

A partir dessas informações, a Polícia Federal do Brasil deflagrou, no mês seguinte, a Operação Sequaz, que resultou na prisão de suspeitos ligados à articulação do plano. Entre eles estava um apontado integrante da liderança da facção, identificado como responsável por coordenar as ações criminosas.

O depoimento também menciona outras revelações feitas pelo mesmo delator, incluindo denúncias de vazamento de informações por policiais militares do setor de inteligência da Rota, o que teria beneficiado lideranças da organização criminosa. O caso foi levado, à época, ao então comandante-geral da PM paulista, José Augusto Coutinho, mas, segundo o promotor, não houve providências registradas.

As informações vieram à tona em meio a investigações mais amplas sobre a atuação do PCC e possíveis conexões com agentes públicos.O nome de Coutinho acabou citado em apurações internas, que incluem suspeitas sobre a atuação de policiais em atividades irregulares.

O delator, atualmente sob proteção, também teria relatado detalhes sobre a atuação de integrantes da facção em diferentes frentes, incluindo tentativas de influenciar operações policiais e articulações financeiras envolvendo agentes de segurança.



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