A ONG Transparência Internacional fez publicação nesta segunda-feira, 20, criticando o Inquérito das Fake News, instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre depois que o ministro Gilmar Mendes acionou o colega Alexandre de Moraes para incluir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na investigação.
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A ONG destacou a longevidade do inquérito, que já dura sete anos. Relembrou decisões polêmicas que, indiretamente, beneficiaram Gilmar. “Em um de seus primeiros atos, o relator Moraes suspendeu uma auditoria da Receita que apurava operações financeiras atípicas das então esposas advogadas de Gilmar e Toffoli”, diz a publicação. “A auditoria jamais foi retomada.”
Gilmar Mendes enviou notícia-crime a Moraes pedindo que Zema seja alvo de investigação pela publicação de um vídeo. Nas imagens, fantoches que emulam as vozes de Mendes e do também ministro Dias Toffoli simulam um diálogo sobre a anulação de quebras de sigilo em troca de favores em um resort.
No pedido, Gilmar diz que o vídeo vilipendia a honra e a imagem dos magistrados e do STF. Afirma que houve uso de tecnologia para fraudar vozes e vulnerar as instituições com objetivo de promoção pessoal.
Zema tem intensificado as críticas à Suprema Corte. Afirmou que nenhum magistrado deve ser intocável. Recentemente, o ex-governador declarou que Moraes e Toffoli não merecem apenas o impeachment, mas a prisão.
Até o momento, o STF não comentou oficialmente a nota da Transparência Internacional. A PGR ainda não emitiu parecer sobre o pedido de investigação contra o ex-governador.