O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) se manifestem em uma queixa-crime apresentada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que alega ter sido chamado de “estuprador”. Ao mesmo tempo, o ministro ordenou que Gaspar preste esclarecimentos na ação em que Lindbergh o acusa de tê-lo chamado de “cheirador de cocaína”.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
As decisões foram assinadas na quinta-feira (16) e estabelecem prazo de 15 dias para as manifestações. Gilmar reconheceu que as ações foram apresentadas dentro do prazo e considerou a existência de foro por prerrogativa de função.
A troca de acusações ocorreu durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, posteriormente rejeitado. Durante a sessão, Gaspar citou fala do ex-ministro Luís Roberto Barroso em embate ocorrido em 2018: “Me deixe de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.
Após a intervenção, Lindbergh criticou o episódio e mencionou um “circo”. Em resposta, Gaspar fez referência a apelido ligado a investigações anteriores, o que antecedeu a escalada do confronto verbal.
Em coletiva após a sessão, Gaspar afirmou: “Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço”. A declaração motivou o acionamento do STF por parte de Lindbergh.
As ações tramitam como iniciativas penais privadas no Supremo.