O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou hoje (17) que o banco atravessou um dos períodos mais desafiadores de sua história recente e destacou as medidas adotadas para reforçar a governança da instituição. Segundo ele, a atual gestão promoveu mudanças na diretoria, ampliou mecanismos de controle e fortaleceu processos internos de apuração. A declaração foi feita durante o 7º Brasília Summit, promovido pelo Lide, no Brasília Palace Hotel.
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“Não há qualquer interesse em esconder fatos. Pelo contrário, nosso compromisso é com a verdade, com a responsabilização de quem eventualmente tenha cometido irregularidades e sobretudo com a preservação do BRB”, declarou.
Nelson ressaltou que o processo de reestruturação envolveu diferentes instituições, incluindo o Governo do Distrito Federal, a União, o Banco Central, o Fundo Garantidor de Crédito e o Supremo Tribunal Federal.
O executivo também defendeu a relevância do BRB para a economia local. Segundo ele, a instituição mantém papel importante no financiamento de empresas, no apoio a empreendedores, na execução de políticas públicas e na inclusão financeira.
De acordo com o presidente, a retomada da confiança dos clientes já apresenta resultados positivos. O banco trabalha com uma projeção de lucro de R$ 1 bilhão até 2028.
“Não se trata de uma meta baseada em otimismo. Trata-se de uma projeção construída com rigor técnico, responsabilidade e foco na sustentabilidade de longo prazo”, afirmou.
Celina Leão pede confiança no BRB e aposta em polo tecnológico
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também utilizou sua participação para defender o BRB e destacar a importância da instituição para a economia local.
“Eu tô tendo a oportunidade de falar: retornem ao BRB. Eu acho que ele se mostrou um dos bancos mais sólidos do país, porque passou toda a dificuldade que passou”, afirmou.
Celina elogiou o trabalho conduzido pela atual administração do banco e criticou movimentos políticos que, segundo ela, buscaram desgastar a imagem da instituição.
“Teve uma campanha negativa por pré-candidatos que se falavam candidatos ao governo do Distrito Federal que fizeram campanha contra o banco. Isso é um absurdo, porque uma pessoa que faz campanha contra uma instituição, ele não tá preparado para governar o Distrito Federal”, declarou.
Ao abordar o uso da inteligência artificial na administração pública, a governadora afirmou que o Distrito Federal já utiliza ferramentas de monitoramento em áreas como saúde, segurança pública e atendimento ao cidadão.
“Tudo com dados e com inteligência artificial”, disse.
Celina também anunciou avanços no Biotic, parque tecnológico do Distrito Federal. Segundo ela, o governo pretende concluir ainda neste mês os procedimentos para instalação de 65 empresas no empreendimento.
“Tenho como missão e como guia que Brasília seja a capital tecnológica, seja o Vale do Silício do Cerrado”, afirmou.
Sobre os impactos da tecnologia no mercado de trabalho, a governadora defendeu cautela na implementação de novas ferramentas e afirmou que o objetivo é melhorar a gestão da mão de obra, e não substituir trabalhadores.
Relator do PL da IA defende proteção de dados e segurança digital
Relator do Projeto de Lei da Inteligência Artificial na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro afirmou que a comissão responsável pelo texto discute mecanismos para enfrentar desafios relacionados a deepfakes, proteção de dados e segurança digital.
“Tratando. Dentro do projeto nós estamos discutindo vários efeitos, desde deepfake, isso tudo, nós estamos trabalhando dentro da comissão para endereçar no texto”, declarou.
Segundo o parlamentar, uma das principais preocupações é garantir a segurança das informações dos cidadãos diante da expansão das novas tecnologias.
“Eu diria para você que o fundamental da questão de segurança é os dados de cada cidadão e de cada cidadã”, afirmou.
Aguinaldo também defendeu a aprovação do programa Redata, voltado à atração de investimentos em data centers no Brasil, e fez um apelo para que o Senado avance com a análise da proposta.
“Nós votamos, a Câmara votou, eu fui o relator do Redata, que trata da política de incentivo para data center no Brasil, acho que é um tema extremamente importante”, disse.
Inteligência artificial e eleições
O parlamentar afirmou ainda que o avanço da inteligência artificial exige atenção especial durante os períodos eleitorais.
Segundo ele, o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral discutem medidas para evitar o uso indevido da tecnologia em campanhas.
“Na verdade a gente tem que preservar nas eleições o uso da inteligência artificial para que ele não seja desvirtuado e cause algum dano a candidatos e ao próprio resultado das eleições”, declarou.
Aguinaldo também destacou a necessidade de integração tecnológica entre diferentes áreas da administração pública e defendeu a criação de sistemas interoperáveis para compartilhamento seguro de informações entre órgãos governamentais.
O 7º Brasília Summit segue ao longo do dia com painéis dedicados à transformação digital, inovação, governança, inteligência artificial e desenvolvimento econômico.