O presidente Lula afirmou hoje (20) que o governo pretende recomprar a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, e defendeu a criação de um estoque regulador de combustíveis pela Petrobras.
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A declaração foi feita durante evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), onde foram anunciados investimentos de R$ 9 bilhões pela estatal.
“Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, disse.
Lula afirmou que ficou “decepcionado” ao descobrir que a Petrobras não possui estoque regulador de combustíveis.
“Magda, sabe de outra decepção minha? Eu perguntei pra Magda […] por que a gente produz 70% do que a gente consome e a gente importa 30% de óleo diesel mas a gente não tem estoque regulador? Ela falou: não. Eu fiquei muito decepcionado”, declarou.
Segundo o presidente, há plano para estruturar esse tipo de reserva.
“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje.”
O presidente citou o cenário internacional, com a guerra no Irã, como fator de pressão sobre os preços dos combustíveis.
“E se essa guerra durar 30 dias? E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”
Lula também afirmou ter determinado o retorno da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ao Brasil para discutir medidas diante da alta dos preços.
Críticas ao impacto nos preços
Durante o discurso, o presidente questionou o impacto da crise internacional sobre os consumidores.
“Qual é a razão pela qual um trabalhador mineiro tem que pagar mais caro o preço do ônibus por conta dessa maldita guerra?”
Ele também mencionou o impacto sobre populações de baixa renda.
“Por que o pobre da América Latina tem que pagar, o pobre da Ásia tem que pagar? Por que as coisas sempre arrebentam do lado do povo pobre.”