Marco Rubio exige libertação de líderes da Igreja Zion e condena hostilidade chinesa contra cristãos – Paulo Figueiredo

Secretário de Estado dos EUA cobra resposta imediata de Pequim pela detenção de pastores presos desde outubro de 2025

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, voltou a exigir publicamente a libertação imediata dos líderes da Igreja Zion detidos na China e condenou o que classificou como hostilidade sistemática do Partido Comunista Chinês contra cristãos.

Em outubro do ano passado, Rúbio já havia reprovado as ações do regime e manifestação defesa aos cristãos perseguidos na Ásia. A fala se deu após prisões em massa, quando nove líderes foram detidos sob acusações criminais que podem resultar em processo formal.

“Os Estados Unidos condenam a detenção, pelo Partido Comunista Chinês, de dezenas de líderes da Igreja Zion não registrada na China, incluindo o proeminente pastor Mingri ‘Ezra’ Jin. Pedimos a liberação imediata deles”, escreveu Rubio no X/Twitter.

Rubio foi além da condenação protocolar. Afirmou que a repressão “demonstra a hostilidade do Partido Comunista Chinês contra cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé e optam por cultuar em igrejas domésticas não registradas”, enquadrando o caso não como questão jurídica interna da China, mas como perseguição religiosa de Estado.

O senador Ted Cruz também manifestou defesa da instituição religiosa. “Precisamos deixar claro para o PCC que a perseguição aos cristãos e outras pessoas de fé deve parar, e que os Estados Unidos usarão todas as ferramentas, diplomáticas e econômicas, para responsabilizar os funcionários comunistas chineses.”

O ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo e juntaram às declarações condenando as prisões.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou desconhecer os casos e declarou que “o governo chinês administra os assuntos religiosos de acordo com a lei e protege a liberdade religiosa dos cidadãos.”

A resposta segue o padrão adotado pelo regime diante de críticas internacionais sobre perseguição religiosa. Oficialmente, eles negam que atuem sob enquadramento, invocam soberania e encerram o assunto.

Crédito Conexão Política

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