A CPMI do INSS vota hoje (05) uma série de requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Banco Master. A reunião da comissão começa às 9h e é a 1ª desde o retorno do recesso parlamentar.
Os pedidos de quebra de sigilo foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e por deputados da bancada do Novo. Eles solicitam informações sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos pelo Master em instituições financeiras, como parte da investigação sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Segundo integrantes da CPMI, mais de 250 mil contratos de consignados vinculados ao banco de Daniel Vorcaro apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.
A comissão também deve analisar requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que solicita à Anac informações sobre histórico de voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da empresa Viking Participações Ltda., ligada a Vorcaro.
A justificativa é apurar possíveis conexões entre a atuação do Master no mercado de consignados e eventuais desvios de recursos.
CPMI e o ‘rei do consignado’ do Master
Segundo o jornalista Claudio Dantas, a CPMI votará hoje a aprovação de requerimentos para a quebra de sigilo bancário e fiscal do Augusto Lima, dono do Credcesta, a “galinha dos ovos de ouro do consignado do PT”. O banqueiro, também conhecido como Guga Lima, é ligado ao núcleo petista da Bahia.
As quebras, de acordo com Dantas, “devem se estender à PKL One Participações, que repassou ao Master (então Máxima) os direitos de operação do cartão de benefício consignado”.
A oposição também preparou pedidos ao COAF para a elaboração de relatórios de inteligência financeira do ex-sócio de Vorcaro, dono do Master, e da empresa PKL. É possível que sejam apresentados também requerimentos de quebra de sigilo da empresa Terra Firme e de seu instituto, pertencentes a Lima.
Há suspeita, segundo o jornalista, “de que ambos teriam sido usados para pagamento de políticos do PT da Bahia”.
Depoimentos de hoje
Além de votar os requerimentos, a sessão da CPMI do INSS também ouvirá o atual presidente do instituto, Gilberto Waller Júnior. Ele prestará esclarecimentos sobre contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo instituto diante da “Farra do INSS”.
O depoimento de Vorcaro, que também estava previsto para hoje, foi adiado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após reunião com Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo. A nova data foi marcada para dia 26.
Viana também alertou a defesa de Vorcaro de que o descumprimento de um acordo firmado com a comissão poderá resultar em condução coercitiva. Ficou estabelecido que o banqueiro não ingressará com habeas corpus no STF para evitar o depoimento presencial.
