Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados afirmaram, nesta quarta-feira (22), que irão protocolar pedidos de impeachment contra o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa e integra um conjunto de medidas que ainda será formalizado.
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Além dos pedidos de afastamento, os deputados informaram que pretendem encaminhar uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) e apresentar uma solicitação ao presidente do STF, Edson Fachin, para que adote providências relacionadas ao inquérito das fake news.
O deputado Hélio Lopes (PL-RJ) declarou que a iniciativa contra o ministro da Justiça tem como base suspeitas envolvendo a atuação de um delegado da Polícia Federal nos Estados Unidos.
Segundo o parlamentar, a atuação do agente brasileiro no exterior levanta questionamentos sobre possíveis desvios nos mecanismos de cooperação internacional. O caso ganhou repercussão após autoridades norte-americanas solicitarem a retirada do delegado que exercia função de ligação na Flórida.
Ainda nesta quarta-feira (22), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o Brasil adotou medidas com base no princípio da reciprocidade, incluindo a retirada de credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava junto à corporação.
No caso do STF, o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), indicou que o pedido de impeachment contra Gilmar Mendes está relacionado à inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news. “A oposição protocola, hoje, o impeachment do ministro Gilmar Mendes, a notícia-crime contra o ministro da Justiça de Lula e um pedido de providências ao senhor Edson Fachin”, declarou.
Zema, que participou do anúncio, também criticou a condução das investigações. “Parece que a régua abaixou demais com esse governo”, disse.