“Deram a Vorcaro o conforto para não delatar”, diz Marsiglia

No programa Alive, André Marsiglia afirmou que Daniel Vorcaro recebeu garantias para não delatar. Analistas criticaram investigação e apontaram articulação política e institucional no caso MasterNo programa Alive, André Marsiglia afirmou que Daniel Vorcaro recebeu garantias para não delatar. Analistas criticaram investigação e apontaram articulação política e institucional no caso Master

O advogado constitucionalista André Marsiglia afirmou hoje (30), no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que o empresário Daniel Vorcaro e seu advogado demonstraram desconforto nos depoimentos do caso Banco Master, mas acabaram recebendo garantias suficientes para não colaborar com as investigações.

Marsiglia disse que sua leitura dos vídeos é oposta à de quem apontou segurança por parte dos depoentes. Segundo ele, Vorcaro e a defesa aparentavam insegurança e sensação de ambiente hostil. “Eles estavam se sentindo acuados e não confortáveis”, afirmou.

O advogado destacou a fala do defensor de Vorcaro sobre vazamentos de informações sigilosas. Segundo Marsiglia, o advogado relatou que, mesmo com audiências sob sigilo, “em 20 minutos tudo o que foi dito já estava com jornalista”. Ele acrescentou que o defensor disse não saber de onde vinha o vazamento e afirmou: “Alguém daqui vazou”.

Marsiglia afirmou que o advogado mencionou que levaria o episódio ao ministro Dias Toffoli. “Vou reclamar para o Toffoli, o ministro vai ficar sabendo”, teria dito. Para Marsiglia, isso indicava confiança em parte do ambiente institucional, mas também incerteza sobre o grau de hostilidade da situação.

O constitucionalista também comentou a fala de Vorcaro sobre sua suposta influência política. Segundo ele, quando o empresário afirmou que não estaria usando tornozeleira caso tivesse apoio político, a declaração soou como desabafo. “Se eu tivesse toda essa influência, eu não estaria de tornozeleira”, disse Vorcaro.

Marsiglia afirmou que o contexto era propício para pressionar o empresário a colaborar. “Era um ambiente de ‘não sei se fico, não sei se vou’”, afirmou. No entanto, segundo ele, esse cenário mudou.

Para o advogado, Vorcaro passou a ter segurança de que provas sensíveis não avançariam. Ele citou a recusa em entregar o celular. “Eu não vou entregar o celular porque pode ter coisa de terceiros”, relatou, ao mencionar a justificativa apresentada pela defesa.

Marsiglia disse que o conforto posterior explica a ausência de colaboração. “Deram a ele o conforto necessário para saber que as provas ficariam enterradas”, afirmou. Segundo ele, “o ouro que ele tinha para entregar ficará tranquilamente enterrado”.

O analista financeiro Hugo Queiroz afirmou que o caso evidencia tratamento desigual no sistema de regulação. Ele relatou que sua empresa levou dois anos para obter autorização para operar como gestora. “Foram dois anos de escrutínio de documentos pessoais, patrimônio e currículo”, disse.

Queiroz afirmou que, enquanto pequenos agentes enfrentam exigências rigorosas, instituições maiores obtêm aval com rapidez. “Como uma instituição aparece comprando tudo e todos com aprovações validadas?”, questionou. Para ele, o processo não ocorreu por vias institucionais regulares. “Isso não acontece por meios republicanos”, afirmou.

O analista internacional Marcos Degaut disse que os depoimentos revelam uma estrutura articulada entre política, sistema financeiro e Judiciário. “Existe um condomínio fisiológico cuja única ideologia é o dinheiro”, afirmou.

Segundo Degaut, há indícios de crimes estruturados. “Isso é modus operandi de organização criminosa”, disse, ao citar tráfico de influência e formação de quadrilha.

Ele também criticou a condução dos interrogatórios. “Não existe nenhuma linha de investigação”, afirmou. Degaut disse que a delegada responsável demonstrou despreparo. “Ela não sabia de onde partia nem onde queria chegar”, afirmou.

Para o analista, a postura contrastava com a de Vorcaro. “Ele estava muito confortável, como se estivesse conversando entre compadres”, disse. Degaut afirmou que a escolha da autoridade responsável pela oitiva não foi casual. “Isso também é um modus operandi de organização criminosa”, concluiu.

Assista ao programa na íntegra

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