Os gastos dos candidatos nas eleições deste ano somaram R$ 11,03 bilhões, R$ 2,36 bilhões a menos que no pleito de 2022. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estavam disponíveis até a última sexta-feira (30). O levantamento foi feito pela CNN Brasil e divulgado ontem (01).
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A emissora contabilizou as despesas das campanhas à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal.
As doações financeiras a outros candidatos e partidos foram o principal gasto das campanhas, com R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. O mecanismo permite que um político transfira parte dos próprios recursos eleitorais para outros concorrentes.
A segunda maior despesa foi com “publicidade por materiais impressos” (R$ 976 milhões), categoria que inclui panfletos e cartazes. Na sequência, aparecem serviços prestados por terceiros (R$ 795 milhões), atividades de militância e mobilização de rua (R$ 662 milhões) e “despesas com pessoal” (R$ 538 milhões).
Segundo o TSE, outras despesas relevantes foram impulsionamento de conteúdos (R$ 488 milhões), serviços advocatícios (R$ 302 milhões), publicidade por adesivos (R$ 289 milhões), produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 282 milhões), publicidade por adesivos (R$ 454 milhões) e cessão ou locação de veículos (R$ 180 milhões).
As dez categorias somam R$ 10,73 bilhões, o equivalente a 94% dos gastos das campanhas. Os outros R$ 662 milhões estão distribuídos em 32 tipos de despesas, que vão de serviços contábeis (R$ 172 milhões) a encargos sociais (R$ 12,4 mil).
Por lei, os candidatos devem declarar os gastos do primeiro turno até 3 de novembro e as despesas do segundo turno até o dia 14 do mesmo mês.
Entre as plataformas digitais, o Facebook, da Meta, foi a que mais recebeu recursos eleitorais neste ano. Os repasses foram destinados ao impulsionamento de candidaturas. A empresa recebeu R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos, o equivalente a 6% do total gasto nas eleições. O valor representa um aumento de 272% em relação a 2022, quando as movimentações somaram R$ 129 milhões em cerca de 19,4 mil contratos.
Uma das fontes de financiamento das campanhas é o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), conhecido como “fundão”, que representa uma parcela significativa dos recursos eleitorais.
Neste ano, o fundo distribuiu R$ 4,91 bilhões. PT (R$ 615 milhões), PL (R$ 882 milhões) e União Brasil (R$ 526 milhões) lideraram os recebimentos por terem maior representação no Congresso Nacional. Os partidos também recebem recursos do Fundo Partidário, que somou R$ 5 bilhões neste pleito, divididos entre 30 siglas.
Outras fontes de financiamento foram repasses de partidos ou de outros candidatos (R$ 5,66 bilhões), doações de pessoas físicas (R$ 883 milhões) e recursos próprios dos candidatos (R$ 175 milhões).
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