Lincoln Gakiya aceitaria convite de Lula para comandar Segurança Pública – Paulo Figueiredo

Lincoln Gakiya aceitaria convite de Lula para comandar Segurança Pública

Promotor que atua contra o PCC ainda não recebeu proposta formal e já participou de discussões sobre segurança pública com integrantes do PT

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), afirmou que aceitaria integrar um eventual Ministério da Segurança Pública no governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira, 27, ele confirmou que está disposto a assumir o cargo, caso receba um convite.

“Claro, se fosse convidado aceitaria, sim”, declarou Gakiya. O promotor ressaltou, contudo, que ainda não recebeu uma proposta formal.

Gakiya ganhou notoriedade pela atuação no combate ao crime organizado, especialmente ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Por causa de seu trabalho contra a facção criminosa, o grupo o considera seu inimigo e o jurou de morte.

Gakiya já esteve nas discussões sobre segurança pública

Em agosto, a Oeste já havia apurado que integrantes do PT e pessoas próximas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passaram a ouvir Gakiya em discussões sobre segurança pública. Uma fonte descreveu o promotor como uma espécie de “conselheiro oculto” dos petistas.

O nome de Gakiya também apareceu durante a campanha eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD). Em agosto, o então candidato à Presidência afirmou que havia convidado o promotor para integrar seu governo, caso vencesse a eleição.

A eventual criação do Ministério da Segurança Pública por Lula, porém, pode ficar para 2027.

O governo avalia recriar o ministério ainda neste ano, como sinal de compromisso com uma das áreas que desafiaram Lula durante a campanha eleitoral. O funcionamento efetivo da estrutura, contudo, pode começar somente no ano que vem.

Promotor defende integração das forças de segurança

Gakiya defende maior integração entre as forças de segurança estaduais e federais para combater o crime organizado. Ele também se posiciona contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para o promotor, as facções atuam como máfias.

Em 2025, o integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, participou da elaboração do texto do Projeto de Lei Antifacção, que deu origem à Lei Antifacção, em março deste ano.

Crédito Revista Oeste

Fontes – Link Original

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