Damares rejeita acordo com Alcolumbre por anistia Bolsonaro

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) rejeitou a possibilidade de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado em troca de uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A parlamentar criticou a articulação atribuída ao atual presidente da Casa e afirmou que não aceitará uma negociação que envolva interesses políticos e a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Creio que não temos acordo de trocar vidas por poder. Chega a ser asqueroso”, declarou Damares à da Folha de S.Paulo.

A reação ocorre após a divulgação de que Alcolumbre avalia articular um indulto presidencial ou uma anistia aprovada pelo Congresso para Bolsonaro, numa tentativa de conquistar apoio de senadores da direita e ampliar suas chances de permanecer no comando da Casa por mais dois anos.

A estratégia, porém, enfrenta resistência entre parlamentares da oposição, que defendem uma candidatura própria para disputar a presidência do Senado em 2027. Entre os nomes cotados estão Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

Direita mantém pressão por anistia e impeachment

Damares afirmou que continuará defendendo a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A senadora também mencionou a necessidade de comissões parlamentares de inquérito para investigar diferentes casos.

“Vamos trabalhar pela anistia de todos os presos políticos, o impeachment de alguns ministros da Suprema Corte, CPMIs e CPIs como Banco Master, Roberta Luchsinger, Correios”, afirmou.

A posição contrasta com a tentativa de Alcolumbre de construir um entendimento político para reduzir os conflitos entre o Congresso e o Judiciário. O presidente do Senado busca uma saída negociada para a pauta da anistia, enquanto parte da oposição pretende manter a pressão por medidas contra integrantes da Corte.

A disputa ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no Senado. O PL terá a maior bancada da próxima legislatura, com 29 parlamentares, e ao menos 49 senadores eleitos defendem o impeachment de ministros do STF. O afastamento de magistrados exige 54 votos favoráveis.

A senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) também indicou que pretende priorizar a abertura de processos de impeachment, começando pelo ministro Alexandre de Moraes.

Sua opinião sobre esta matéria importa.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida