Flávio Bolsonaro: “Saí de um regime de exceção para ser o líder que meu povo merece”

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que deixou o Brasil para escapar do que classificou como um “regime de exceção” e assumir, nos Estados Unidos, a liderança política que considera necessária para a oposição. Em carta dirigida ao povo brasileiro e à comunidade internacional, ele acusou instituições brasileiras de perseguição política e disse que pretende continuar sua atuação política fora do país.

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“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu o senador. Segundo ele, a permanência no país poderia impedir o exercício dessa liderança por meio de medidas judiciais e restrições à sua atuação política.

Na manifestação, Flávio afirmou que decidiu levar a família para os Estados Unidos diante do que chamou de instrumentalização política da Justiça brasileira. Ele agradeceu ao presidente norte-americano Donald Trump e ao governo dos Estados Unidos pelo acolhimento e pela segurança que, segundo ele, não teria mais no Brasil.

O senador também declarou que não pretende abandonar os eleitores que apoiaram seu projeto político. “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”, afirmou. Ele disse que continuará se dirigindo regularmente à população e que pretende apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição.

Flávio acusa instituições de perseguição política

Na carta, Flávio Bolsonaro questionou o processo eleitoral e acusou autoridades brasileiras de atuarem para impedir sua participação política. Ele afirmou que houve fraude eleitoral e apontou supostas irregularidades relacionadas à condução da votação e à atuação do Judiciário.

O senador também acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover perseguição política contra opositores do governo. Segundo ele, as medidas judiciais adotadas contra integrantes de sua família e outros apoiadores teriam como objetivo silenciar vozes contrárias ao que classificou como um regime de exceção.

Flávio declarou que não existe mandado de prisão contra ele e classificou as medidas que, segundo sua versão, poderiam ser adotadas contra si como parte de uma “caça às bruxas politicamente motivada”.

Senador promete liderar oposição dos Estados Unidos

Ao anunciar que pretende continuar a atuação política a partir dos Estados Unidos, Flávio afirmou que assumirá o papel de porta-voz de parlamentares e lideranças que, segundo ele, não teriam liberdade para se manifestar no Brasil.

“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu, em referência a senadores, deputados e governadores que, segundo ele, ajudou a eleger.

O senador também mencionou o senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à Presidência do Senado. Na carta, pediu que as lideranças políticas mantenham a mobilização e afirmou que pretende organizar uma estratégia para reunir o apoio popular.

Flávio encerrou a manifestação dizendo que a luta política continuará até que, em suas palavras, o Brasil volte a ser um país livre. Ele também pediu à comunidade internacional que não trate como normal a situação política brasileira descrita por ele.

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