Flávio usa críticas antigas aliados de Lula para atacar PT

A campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta terça-feira (13) uma peça publicitária que reúne declarações antigas de políticos que hoje apoiam o presidente Lula (PT), mas que, em eleições anteriores, criticaram o petista e o partido por episódios de corrupção. O vídeo explora as falas para questionar a coerência dos aliados do atual presidente na disputa pelo segundo turno.

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Entre os nomes destacados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra Marina Silva (Rede) e a ministra Simone Tebet (MDB). O material também recupera declarações do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), do deputado André Janones (Rede-MG) e do deputado Otoni de Paula (PSD-RJ).

A montagem reúne trechos de discursos e entrevistas em que os políticos fazem críticas a Lula ou reconhecem a existência de corrupção em governos petistas. Em uma das passagens, Tebet afirma: “O Lula não tem a capacidade de fazer um mea-culpa”. Boulos, por sua vez, declara que “não há dúvidas de que houve corrupção no governo do PT”.

O vídeo também resgata uma fala de Alckmin, feita em 2017, na qual o então adversário político de Lula declarou: “Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder”.

No encerramento, a campanha utiliza uma imagem editada de Lula com sombras que simulam chifres. A narração associa a aproximação dos antigos adversários ao interesse eleitoral e acusa os políticos de esconderem suas posições anteriores para apoiar o presidente.

“A verdade está na boca da esquerda. Até que o alarme toque, avisando que é hora de se juntar a um presidente. Neste momento, as máscaras caem e os iguais se atraem. Eles te distraem com falsos discursos, falsos sorrisos, enquanto te traem”, diz o locutor.

A estratégia busca explorar a mudança de posicionamento de figuras que já estiveram em campos opostos ao PT e que agora compõem a base política de Lula. Alckmin disputou a Presidência contra o petista em 2006, enquanto Marina Silva e Tebet também concorreram ao Planalto em eleições anteriores, antes de se aproximarem do atual governo.

Referência à Lava Jato

As declarações recuperadas remetem ao período da Operação Lava Jato, investigação que levou à condenação de Lula em processos posteriormente anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O petista ficou preso por 580 dias em Curitiba, entre 2018 e 2019. Em 2021, o STF anulou as condenações por entender que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos, além de reconhecer a parcialidade do então juiz Sergio Moro em um dos processos.



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