Correios prevê liberar empréstimo de R$ 7 bi até dia 15

Tesouro- Os Correios registraram prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, quase três vezes maior do que o rombo de R$ 2,1 bilhões verificado no mesmo período do ano passado.

O Correios estima oncluir até terça-feira que vem (15) as etapas necessárias para liberar o novo empréstimo de R$ 7 bilhões contratado com um sindicato de bancos.

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O crédito será contratado com Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. A operação terá custo de 114,26% do CDI e prazo de 15 anos, com três anos de carência.

O dinheiro ainda não foi repassado à estatal por causa de pendências na documentação. A liberação depende da conclusão dessa etapa e da análise do Tesouro Nacional.

A estatal formalizou em 3 de setembro o pedido de garantia da União para a operação. O aval ainda está sob análise. Com a garantia, o governo federal assume o pagamento caso o Correios não consiga cumprir as obrigações com os bancos.

O novo financiamento faz parte do plano de reestruturação financeira da empresa. A estimativa de recursos necessários para esse processo caiu de R$ 20 bilhões para R$ 19 bilhões, após melhora no caixa no fim de 2025 e novos acordos de parcelamento com fornecedores.

Segundo empréstimo

A operação de R$ 7 bilhões será o segundo empréstimo previsto no plano de reestruturação.

Em dezembro de 2025, o Correios contratou R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro. Na ocasião, o custo foi de 115,13% do CDI. A nova operação terá taxa menor, de 114,26% do CDI.

O contrato também prevê que o Correios atue para viabilizar um repasse de R$ 6 bilhões do governo federal até 2027, valor já incluído nas previsões orçamentárias.

Outra condição é o pagamento integral da dívida caso a estatal seja vendida à iniciativa privada no futuro.



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