Senador esteve nos EUA durante o torneio, enquanto o Congresso mantinha as atividades
O senador Romário (RJ) devolveu quase R$ 30 mil aos cofres públicos referentes ao salário recebido durante o período em que esteve nos Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo de 2026. A assessoria do parlamentar confirmou o pagamento nesta quarta-feira, 26.
O ex-jogador acompanhou o Mundial enquanto o Senado mantinha as atividades. Na época, Romário afirmou que abriria mão voluntariamente do salário e justificou a ausência ao dizer que a tecnologia permitia a participação remota nas sessões.
O comprovante da devolução, divulgado pela equipe do senador, registra o pagamento em 25 de agosto e indica julho de 2026 como mês de referência.
Advocacia do Senado descartou renúncia ao salário
A devolução ocorreu depois de uma análise jurídica sobre a possibilidade de Romário abrir mão da remuneração como senador. Segundo a assessoria do parlamentar, a Advocacia do Senado concluiu que não havia possibilidade jurídica de renúncia ao pagamento.
Assim, Romário recebeu o valor normalmente e depois fez o pagamento aos cofres públicos por iniciativa própria. A assessoria afirmou que a medida cumpriu o compromisso assumido pelo senador durante a Copa.
Romário sustentou que manteve as atividades parlamentares durante a viagem. O senador alega que participou de sessões e votações e não registrou faltas, razão pela qual o Senado reconheceu seu direito ao pagamento.
“Disse desde o início que devolveria esse valor e estou cumprindo o que prometi”, afirmou o ex-jogador. “Continuei trabalhando como senador, participei das sessões e das votações, não tive faltas e, por isso, o próprio Senado entendeu que eu tinha direito ao salário.”
Romário defendeu participação a distância
A presença do parlamentar nos Estados Unidos durante o funcionamento do Senado provocou questionamentos durante o Mundial. Romário defendeu, na ocasião, que sua localização não comprometia o exercício do mandato.
“Os compromissos e as posições políticas são o que realmente importam, e não onde cada um esteja fisicamente”, declarou Romário.
