O governo Lula (PT) inicia hoje (21) reuniões com representantes do setor produtivo para discutir a tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo é apresentar medidas de resposta, ouvir os setores afetados e definir ações para reduzir os impactos da sobretaxa.
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A iniciativa ocorre após o governo Lula não se empenhar nas negociações com a administração Trump antes do anúncio da tarifa. A condução das reuniões desta terça ficou com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A 1ª rodada de conversas reúne, de acordo com a CNN Brasil, representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).
Também foram chamadas entidades como Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).
Segundo o MDIC, a sobretaxa americana deve atingir 18% das exportações brasileiras aos EUA. Outros 57% dos produtos continuarão isentos, enquanto cerca de 24% já estão submetidos a outro regime tarifário relacionado às exportações de aço e alumínio.
A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou na sexta passada (17) a criação de um plano de R$ 130 milhões para ampliar mercados compradores de produtos brasileiros. A agência pretende financiar viagens de empresários estrangeiros ao Brasil para aproximar empresas nacionais de novos compradores.
A prioridade deve ser a União Europeia, além de países da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.
As empresas afetadas pela tarifa têm até quarta (22), data de início da cobrança, para tentar antecipar embarques e reduzir perdas. Produtos que já estiverem em trânsito internacional antes da vigência da medida e forem nacionalizados nos EUA até 29 de julho ficarão isentos.
Após a entrada em vigor da tarifa, exportadores brasileiros poderão solicitar exceções ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos). O pedido pode ser feito com apoio de importadores americanos.
Em 2025, mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação dos EUA após pressão de empresas e consumidores. A medida beneficiou itens considerados sensíveis para a inflação americana, como carne bovina, café e suco de laranja.