Sóstenes volta a negar irregularidades em carro investigado

Sóstenes Cavalcante

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), voltou a negar, nesta quinta-feira (2), as suspeitas de lavagem de dinheiro e de uso irregular de recursos públicos levantadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Rent a Car.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em vídeo enviado ao portal Claudio Dantas, o deputado apresentou documentos para sustentar sua defesa e afirmou que é alvo de perseguição desde que assumiu a liderança da bancada.

“Há um ano e meio eu fui anunciado que seria líder do PL. Desde então, passei a ser alvo de perseguição do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Segundo Sóstenes, a investigação parte de uma premissa falsa ao questionar a existência do veículo alugado com recursos da cota parlamentar. Para rebater a suspeita, ele exibiu o contrato de locação de um Toyota Corolla, afirmando pagar R$ 4.500 mensais pelo automóvel.

“Eu estou aqui para provar que isso é falácia, não é verdade. Se este carro não existisse, eu não teria aqui em mãos o contrato deste carro para provar que eu pago o menor valor da Câmara, R$ 4.500 de aluguel por um Corolla aqui em Brasília.”

O parlamentar também apresentou um boletim de ocorrência registrado após um assalto envolvendo o veículo, quando seu motorista e sua então chefe de gabinete estavam no carro, além de outro boletim referente a um acidente de trânsito ocorrido em Cristalina (GO), quando ele próprio dirigia o automóvel durante uma viagem de retorno de Minas Gerais.

“Se este carro também não existisse, eu não teria tido aqui um assalto… aqui está o boletim de ocorrência. Infelizmente, eu tive um acidente com este carro… e aqui está o boletim de ocorrência do acidente. Essas são provas cabais de que eu sempre utilizei este carro.”

Para o deputado, esses documentos demonstram que o veículo sempre esteve em uso durante o exercício do mandato e afastam a tese de lavagem de dinheiro.

“Se você usa o carro, você não tem como lavar dinheiro de um contrato tão baixo e o carro sendo utilizado.”

Venda de imóvel

Sóstenes também voltou a rebater as suspeitas relacionadas aos R$ 468,7 mil apreendidos em espécie pela Polícia Federal durante uma fase anterior da investigação.

Segundo o parlamentar, o dinheiro teve origem na venda de um imóvel declarado à Receita Federal. Ele afirmou que a operação realizada na quarta-feira (1º) não teve como alvo seus advogados, mas sim o comprador do imóvel e outras pessoas investigadas.

“Hoje fizeram uma operação não contra os meus advogados, contra este comprador, que é pecuarista e advogado. É por isso uma confusão dizendo que são meus advogados, não são.”

Para reforçar a versão, o deputado mostrou a escritura do imóvel registrada em cartório em nome do comprador.

“Quero mostrar a escritura do novo comprador, que foi feita até o último dia útil do ano da compra. Já está registrada em cartório no nome do comprador e aqui não temos nada a esconder.”

Ele reiterou que a negociação foi legal e declarada às autoridades fiscais.

“Eu recebi dinheiro lícito, legal, de uma venda de um imóvel declarado e também declarei esta venda no meu Imposto de Renda deste ano. Então, é tudo transparente, tudo legal.”

O que investiga a PF

A nova fase da Operação Rent a Car foi deflagrada na quarta-feira (1º). A Polícia Federal apura se recursos da cota parlamentar foram utilizados para custear o aluguel de um veículo que, segundo os investigadores, teria sido usado pela filha de Sóstenes Cavalcante.

De acordo com relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), um assessor do deputado teria intermediado a locação do automóvel, entregue na residência do parlamentar em março de 2024. A investigação também busca esclarecer a origem dos R$ 468,7 mil apreendidos com o deputado no ano passado, após identificar movimentações financeiras entre empresas e pessoas ligadas ao comprador do imóvel citado por Sóstenes.

A assessoria do parlamentar já afirmou que o carro é utilizado pelo deputado, embora possa ter sido usado pela filha “uma vez ou outra”.

“Não vão me intimidar”

Ao final do vídeo, Sóstenes afirmou que continuará respondendo publicamente às acusações e voltou a atribuir as investigações a uma perseguição política.

“Enquanto eu estiver aqui, vai haver satisfação e transparência às pessoas que acompanham meu trabalho e que me admiram.”

Em seguida, comparou sua postura à de integrantes do governo federal investigados em outras operações.

“Há uma semana atrás, o líder do governo do PT teve busca e apreensão. Você viu ele fazer algum vídeo? Você viu ele fazer algum pronunciamento à imprensa? Pois eu estou fazendo. Porque quem não deve não teme.”



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida

TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

Registre-se

Registre-se para receber atualizações e conteúdo exclusivo para assinantes

MINUTO SAÚDE

Noticias Recentes

@2025 TV FLORIDA USA