A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça mais tempo para concluir o inquérito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS. Em ofício ao magistrado, a corporação afirma que ainda não conseguiu analisar todo o material apreendido desde a 1ª fase da operação, deflagrada em abril do ano passado.
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O pedido foi apresentado após Mendonça determinar que a PF concluísse, em até 60 dias, a perícia de celulares, HDs, pen drives e outros equipamentos apreendidos com investigados presos e demais alvos da Sem Desconto.
A determinação do ministro ocorreu após avaliação de que as investigações da Farra do INSS avançavam em ritmo lento, enquanto se acumulavam pedidos das defesas para revogação das prisões, com base no tempo de duração previsto em lei.
No início de junho, a PF informou ao Supremo que conseguiria concluir, em 30 dias, a análise dos materiais apreendidos com os investigados presos preventivamente. Já a perícia dos equipamentos dos demais alvos exigiria até 6 meses.
Entre as diligências pendentes está a análise das quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizadas por Mendonça em fevereiro.
O pedido da PF ainda aguarda decisão de Mendonça, mas a expectativa é de que o ministro autorize a ampliação do prazo para a conclusão das diligências.