Um julgamento virtual do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), em Minas Gerais, foi marcado por uma discussão entre um advogado e integrantes da 3ª Turma da Corte. Durante o debate, o profissional dirigiu ofensas aos magistrados e acabou tendo o microfone silenciado.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
O episódio ocorreu após divergências sobre uma sustentação oral apresentada pelo advogado. Ao comentar a manifestação da defesa, o relator do caso, desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida, afirmou: “Doutora Maria Cristina, julgue o voto e desconsidere a sustentação oral, que só está fazendo confusão”.
A observação provocou reação imediata do advogado, que tentou voltar a se manifestar. Sem autorização para nova fala, ele passou a discutir com os magistrados e criticou a condução da sessão.
Em meio ao bate-boca, o profissional elevou o tom e mandou os desembargadores “para a casa do caralho”, além de dizer “puta que te pariu” durante a transmissão.
Diante das ofensas, o relator determinou o registro das declarações nos autos. Mesmo advertido, o advogado continuou interrompendo o julgamento e alegou sofrer dificuldades financeiras, afirmando morar em uma quitinete.
Com a continuidade da confusão, o desembargador Luís Felipe Lopes Boson ordenou o desligamento do microfone do advogado, permitindo a retomada da sessão.