Fachin aciona PGR em disputa sobre eleição de Roraima

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (3) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de 72 horas, sobre um recurso apresentado pelo Partido Liberal (PL) relacionado às eleições suplementares para o governo de Roraima.

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Após o envio do parecer, o caso voltará à Presidência da Corte para nova análise.

A ação foi protocolada pelo PL para tentar suspender uma decisão liminar do ministro Flávio Dino que alterou regras do processo eleitoral em andamento no estado.

O partido contesta a decisão que obrigou o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) a revisar pontos do calendário da eleição suplementar marcada para 21 de junho.

O foco da disputa está nas regras de desincompatibilização, exigidas para candidatos que ocupam determinados cargos públicos.

Na semana passada, Dino entendeu que o TRE-RR não poderia estabelecer um prazo de apenas 24 horas para que esses agentes deixassem suas funções antes da disputa eleitoral.

Dino retomou regras previstas em lei

Ao analisar o caso, o ministro restabeleceu os prazos previstos na legislação complementar de 1990.

As regras determinam períodos de afastamento que variam entre três e seis meses antes da eleição, tomando como referência a data do pleito suplementar.

Segundo o entendimento de Dino, os prazos legais deveriam prevalecer sobre a definição adotada pelo tribunal eleitoral local.

No recurso encaminhado ao STF, o PL argumenta que a aplicação da decisão pode comprometer a competitividade da eleição.

A legenda sustenta que a adoção retroativa dos prazos previstos na legislação eleitoral inviabilizaria candidaturas já registradas para a disputa.

Segundo o partido, o cenário poderia resultar na permanência de apenas um candidato apto a concorrer ao cargo de governador, o que, na avaliação da sigla, colocaria em risco a legitimidade do processo eleitoral.

Questionamento sobre atuação do Republicanos

Além dos efeitos da decisão, o PL também contesta a forma como o caso chegou ao Supremo.

De acordo com a petição, o Republicanos — autor da reclamação acolhida por Flávio Dino — teria recorrido diretamente ao STF sem esgotar as instâncias da Justiça Eleitoral.

Esse é um dos argumentos apresentados pela legenda para pedir a suspensão imediata da liminar.



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