O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (27) que o presidente Lula (PT) deverá procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a tramitação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim da escala 6×1.
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A declaração foi dada após a aprovação do relatório da proposta na comissão especial da Câmara dos Deputados. Segundo Marinho, o governo espera que o Senado dê andamento célere ao texto e mantenha o conteúdo aprovado pelos deputados para evitar que a matéria precise retornar à Câmara.
“Vamos conversar com o Davi, vamos conversar com o Senado. Tenho certeza de que haverá sensibilidade para ouvir o apelo da sociedade, especialmente da juventude trabalhadora e das mulheres trabalhadoras”, afirmou o ministro.
A movimentação ocorre em meio ao desgaste recente entre Lula e Alcolumbre. A relação entre os dois ficou abalada após o Senado rejeitar, em março, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), em um episódio considerado inédito na história recente da Corte.
Apesar disso, Marinho minimizou a tensão política e disse acreditar em uma reaproximação entre os dois líderes.
“Eles ficam um tempo sem se falar, mas depois retomam o diálogo de forma calorosa”, declarou.
O ministro também evitou estabelecer prazo para a votação da PEC no Senado, mas reforçou a expectativa de que a análise ocorra ainda no primeiro semestre. Segundo ele, o texto aprovado representa um acordo entre diferentes setores políticos e econômicos.
“O relatório buscou equilíbrio entre os interesses do empresariado, dos trabalhadores e do Parlamento, inclusive com participação da oposição. Esperamos que o Senado preserve esse entendimento”, disse.
Marinho afirmou ainda que a expectativa do governo é aprovar a proposta no plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou a análise da PEC antes mesmo da conclusão da votação na comissão especial.
Se aprovada pelos deputados sem alterações, a proposta seguirá diretamente para análise do Senado.