O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta quarta-feira (27), em Washington, com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, um dia após encontro com o presidente Donald Trump (Republicano) na Casa Branca.
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Segundo apuração deste site, a conversa com Rubio teve como foco principal o pedido para que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Na ocasião, Rubio teria afirmado que o tema faz parte de uma agenda prioritária do governo americano e destacado que medidas semelhantes já foram adotadas em outros países. Ainda segundo os relatos, o secretário indicou que “talvez tenha chegado a hora” de aplicar a medida também ao Brasil, embora a decisão final dependa diretamente de Trump.
Já no encontro com JD Vance, o foco da conversa foi a situação da liberdade de expressão no Brasil. O vice-presidente norte americano teria demonstrado preocupação com decisões envolvendo plataformas digitais e restrições ao debate público.
Na reunião, Flávio afirmou que o governo do presidente Lula (PT) estaria pressionando redes sociais e ampliando mecanismos de censura prévia por meio de decretos e regulações voltadas ao ambiente digital.
O senador também entregou a Vance a chamada “medalha dos 3 Is”, honraria criada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e associada aos princípios de “independência, iniciativa e integridade”, frequentemente citados pelo bolsonarismo.
Mais cedo, conforme antecipado pelo portal Claudio Dantas, Flávio também se reuniu com Christopher Landau, subsecretário de Estado e número dois da diplomacia americana, além de Darren Beattie, conselheiro sênior da chancelaria para assuntos relacionados ao Brasil.
Nas agendas, o senador esteve acompanhado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do comentarista Paulo Figueiredo.
Na terça-feira (26), Flávio foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca. Após o encontro, o senador afirmou ter solicitado diretamente ao presidente americano que PCC e CV sejam enquadrados como grupos terroristas.
Durante pronunciamento em Washington, o parlamentar também declarou que um eventual governo liderado por ele buscaria ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em áreas como segurança pública, investimentos e comércio exterior.