A direção estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em São Paulo anunciou hoje (25) apoio à pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves à Presidência da República em 2026.
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A decisão ocorre em meio ao esvaziamento político da legenda no principal reduto histórico tucano. O partido ficou sem vereadores na capital paulista após as eleições municipais de 2024 e perdeu toda a bancada estadual eleita em 2022, após migração de deputados para o Partido Social Democrático, comandado por Gilberto Kassab.
Em nota assinada pelo presidente estadual da sigla, Paulo Serra, o PSDB afirmou que a eventual candidatura de Aécio representa uma tentativa de “reconstrução e de reposicionamento do partido”.
O comunicado também defende uma alternativa política fora da polarização nacional e afirma que o país precisa voltar a discutir temas como crescimento econômico, segurança pública, saúde, educação e eficiência do Estado.
“O Brasil precisa voltar a tratar de crescimento, de emprego, de Saúde, de Educação, da Segurança Pública e de eficiência do Estado”, diz trecho da nota divulgada pela executiva paulista.
Segundo o partido, a pré-candidatura do ex-governador mineiro simboliza uma busca por “ponderação, experiência e compromisso com o futuro do país”.
O movimento ocorre poucos dias após o PSDB do Rio Grande do Sul também defender publicamente o nome de Aécio Neves para a disputa presidencial de 2026.
O ex-senador disputou a Presidência da República em 2014 e foi derrotado no segundo turno pela então presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores.
Nos últimos anos, Aécio esteve envolvido em investigações relacionadas à Operação Lava Jato. Parte dos processos foi arquivada e, em outros casos, ele chegou a virar réu. O parlamentar sempre negou irregularidades.
O anúncio do PSDB paulista ocorre em meio à crise de identidade da legenda, que perdeu espaço nacional após sucessivas derrotas eleitorais. Em 2022, o partido abriu mão de lançar candidatura própria ao Planalto pela primeira vez desde a redemocratização.
A perda de força em São Paulo também acelerou discussões internas sobre fusão partidária e sobrevivência política da sigla. Em fevereiro, um encontro entre Kassab e parlamentares da federação PSDB-Cidadania selou a saída de deputados estaduais tucanos para o PSD.
Fundado em 1988 por dissidentes do MDB, o PSDB teve em São Paulo sua principal base política. O partido governou o estado por sete mandatos consecutivos, entre 1994 e 2022, com nomes como Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
A hegemonia tucana terminou com a eleição de Tarcísio de Freitas ao governo paulista em 2022.