O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a criação de uma contribuição equivalente a 1% do salário de profissionais formados em universidades públicas. A proposta foi apresentada ao Grupo ND.
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Segundo Zema, a medida teria como objetivo criar um fundo próprio de financiamento para as instituições de ensino superior, reduzindo a dependência de repasses do governo federal e permitindo o direcionamento de mais recursos para a educação básica.
Ao explicar a proposta, o ex-governador argumentou que o atual modelo concentra investimentos elevados no ensino superior público, enquanto etapas iniciais da educação enfrentariam mais dificuldades estruturais.
“Sou favorável que aquele que forme, faça o curso superior numa universidade pública, tenha, depois de formado, [que] contribuir com 1% do salário”, afirmou.
De acordo com Zema, a arrecadação contínua feita a partir da renda dos ex-alunos poderia criar uma fonte permanente de recursos para as universidades. Ele também afirmou que mecanismos semelhantes são adotados em outros países.
O pré-candidato declarou ainda que o modelo poderia aproximar a formação acadêmica das demandas do mercado de trabalho. Segundo ele, a lógica de financiamento faria as instituições ficarem “mais atentas a fornecer cursos que estão mais sintonizados com o mercado”.
Durante a entrevista, Zema também fez críticas à situação da educação básica no país, classificando o cenário como uma “catástrofe”, e voltou a defender modelos alternativos de gestão escolar.
A proposta se soma a uma série de declarações recentes do ex-governador em meio à movimentação para a disputa presidencial de 2026.