Com quem mais Galípolo se reuniu secretamente?

Gabriel Galípolo disse ontem ao Senado que Lula e Daniel Vorcaro já estavam reunidos no Palácio do Planalto quando ele chegou, no já longínquo 4 de dezembro de 2024. Ele poderia ter se retirado, já que era diretor de Política Monetária e não de Fiscalização. Mas lá permaneceu, ouviu e falou, tudo sem registro. Depois saiu com a missão de tratar o caso ‘tecnicamente’ — certamente, quando assumisse a Presidência do BC em janeiro.

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Mas o mesmo Galípolo disse ontem que as diretorias são autônomas, que não há hierarquia e nem interferência. Essa justificativa foi usada para rebater o fato de ter ido a uma reunião secreta fora do BC sem comunicar isso ao Roberto Campos Neto. Na prática, o mesmo Galípolo que defende autonomia funcional e independência institucional e financeira, topa receber orientações do presidente da República na presença de um banqueiro enrolado.

Em qualquer país sério, o presidente do Banco Central teria renunciado sob pressão do Congresso, do mercado e da imprensa. Num país sério haveria pressão do Congresso, do mercado e da imprensa. Aliás, num país sério Galípolo nunca seria presidente do Banco Central. Se tivesse ao menos vergonha na cara, deixaria o cargo hoje, após admitir publicamente ter atendido a um pedido do presidente da República para ouvir as queixas de um banqueiro enrolado.

Ressalta-se que, em nenhum momento, Galípolo disse não conhecer a situação do Master, muito pelo contrário. Mas não viu problema algum em se reunir fora da agenda com Daniel Vorcaro, Lula, Guido Mantega e Alexandre Silveira. Se tivesse ao menos vergonha na cara, retiraria a PEC da autonomia financeira do BC, que dá à autarquia poderes especiais para criar instrumentos financeiros para se autofinanciar, estabelecendo um dilema indissolúvel entre o órgão regulador e o mercado regulado.

Talvez, Galípolo insista em permanecer no cargo por compromissos assumidos com outros banqueiros e agentes públicos, em outras reuniões secretas sobre as quais o Congresso, o mercado e a imprensa ainda não tenham conhecimento. Eu não me surpreenderia se isso fosse verdade. Afinal, não há limites ou escrúpulos para quem se reúne fora da agenda com o presidente da República e um banqueiro enrolado não tem limite escrúpulos.



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