Problema do Master não estava no passivo, diz Galípolo

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta manhã (19), em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o principal problema no caso Master não estava no passivo da instituição de Daniel Vorcaro, mas na forma como os recursos captados eram utilizados.

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Segundo Galípolo, após a crise financeira de 2008, houve um movimento global de reforço regulatório no sistema bancário, com aumento dos custos de conformidade e incentivo à migração de parte da intermediação financeira para instituições não bancárias.

No Brasil, de acordo com o presidente da autarquia, o movimento ocorreu em direção oposta, com instituições buscando transformação em bancos para acessar recursos captados com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

“E você não quer descasamento entre passivo e ativo, ou seja, que a instituição esteja fazendo uma captação no varejo, com garantia do FGC, para aplicar em ativos que não são próprios do varejo”, acrescentou, citando como exemplo os precatórios.

Galípolo também detalhou medidas recentes adotadas para reforçar o sistema financeiro e o FGC, incluindo ajustes no volume de recursos direcionados a títulos públicos federais, com o objetivo de reduzir incentivos à tomada excessiva de risco por instituições associadas.

Na sessão, o presidente do BC ainda classificou como “gravíssimo” o afastamento de dois servidores da autoridade citados no caso Master. O ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-servidor Belline Santana foram afastados por decisão do STF após investigação da Polícia Federal apontar “consultoria informal” deles para Vorcaro.

“Foi gravíssimo e só a Justiça vai determinar o que realmente aconteceu, que é o afastamento de dois servidores do BC de carreira. É um dos fatos mais graves que já aconteceram na história do BC. Todo o corpo técnico do BC sente um efetivo luto com o que aconteceu”, afirmou.

De acordo com a investigação da PF, os dois revisavam minutas de documentos e comunicações institucionais produzidas pelo Master e destinadas ao próprio BC. Eles também faziam sugestões de ajustes antes da formalização dos documentos junto à autarquia supervisora.



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