O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques ainda não deu andamento à ação que pede a instalação da CPI do Banco Master. Protocolado há um mês por senadores da oposição, o pedido segue sem despacho ou qualquer decisão do relator.
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Nunes Marques também não analisou a solicitação para que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, responsável pelas investigações do Banco Master no STF.
Autores do pedido, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmam que a CPI pretende apurar “os mesmos fatos centrais” já investigados sob relatoria de Mendonça, o que, de acordo com eles, justificaria a mudança de relatoria.
Sem decisão do relator, a instalação da comissão fica travada, impedindo a abertura de nova frente de apuração sobre o caso.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem relação próxima a Nunes Marques. Reportagem do Estadão revelou que o banco repassou R$ 6,6 milhões à empresa Consult, que fez pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro, entre agosto de 2024 e julho de 2025. Relatório do Coaf identificou 11 transferências ao advogado, somando R$ 281,6 mil.
A ausência de decisão por Nunes Marques ocorre mesmo com o cumprimento dos requisitos constitucionais para a abertura de CPI. O pedido de Girão e Vieira reúne apoio de 34 senadores, acima do mínimo exigido de 27 assinaturas.
Eles acionaram o Supremo justamente porque, mesmo com os requisitos atendidos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deu andamento à CPI na Casa Alta.