O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Marília Alencar, ex-delegada da Polícia Federal do Brasil condenada por tentativa de golpe de Estado.
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Diretora de Inteligência do Ministério da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro, Alencar integrou o núcleo 2 do processo que investigou o plano para manter o ex-presidente no poder e impedir a posse de Lula.
Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Alencar a oito anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ela também perdeu o cargo na PF.
Durante a atuação no Ministério da Justiça, Alencar solicitou relatório de inteligência para mapear regiões onde Lula venceu no primeiro turno. O objetivo era orientar operações da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno.
Alencar já cumpria prisão domiciliar preventiva desde dezembro, após decisão que atingiu integrantes do núcleo 2. A medida foi adotada depois de tentativa de fuga do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques.
Com a nova decisão, Moraes autorizou o cumprimento definitivo da pena em regime domiciliar. A medida considera o esgotamento de recursos e o fato de a ex-delegada ter uma criança pequena.
Sem a autorização, a condenada poderia ser transferida para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
O STF concluiu em 2025 os julgamentos sobre a trama que previa um golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os condenados estão militares, ex-integrantes do governo e o ex-presidente Bolsonaro.