Militar dos EUA é acusado de lucrar R$ 2 mi com aposta sobre captura de Maduro

Um sargento do Exército dos EUA envolvido no planejamento da operação que capturou Nicolás Maduro foi acusado pelo governo Trump de usar informações confidenciais para lucrar com apostas. Ele ganhou US$ 400 mil (cerca de R$ 2,01 milhões) prevendo a queda do ex-ditador venezuelano.

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A acusação foi feita ontem (23) pelo Departamento de Justiça dos EUA. De acordo com o órgão, Gannon Ken Van Dyke, sargento das Forças Especiais, utilizou dados sigilosos sobre a operação para apostar no mercado de previsões Polymarket.

Nas semanas que antecederam a ação, o militar apostou que tropas americanas entrariam na Venezuela em janeiro e que Maduro deixaria o poder. Ele teve acesso direto ao planejamento da operação e a informações classificadas, não públicas.

O caso é o 1º do Departamento de Justiça envolvendo uso de informação privilegiada em plataformas de previsão. A investigação de Dyke ocorre em meio à preocupação crescente nos EUA com o uso desse tipo de mercado por pessoas com acesso a dados sensíveis.

“Nossos homens e mulheres em uniforme recebem informações confidenciais para cumprir sua missão da forma mais segura e eficaz possível e são proibidos de usar essas informações altamente sensíveis para ganho financeiro pessoal”, disse o secretário interino de Justiça dos EUA, Todd Blanche, ao comentar sobr o caso.

“O anúncio de hoje deixa claro que ninguém está acima da lei, e este FBI fará tudo o que for necessário para defender a pátria e salvaguardar os segredos da nossa nação”, afirmou o diretor do FBI, Kash Patel. “Qualquer pessoa com autorização de segurança que pense em usar seu acesso e conhecimento para ganho pessoal será responsabilizada”.

“Gannon Ken Van Dyke supostamente traiu seus companheiros soldados ao utilizar informações confidenciais para obter ganhos financeiros pessoais”, disse o diretor assistente do FBI, James C. Barnacle Jr. “Van Dyke lucrou mais de US$ 400.000 negociando diversos resultados relacionados à Venezuela após tomar conhecimento da operação, devido à sua função como soldado do Exército dos EUA. O FBI continuará investigando ameaças à segurança de nossa nação, especialmente aquelas provenientes daqueles encarregados de proteger informações confidenciais sensíveis e operações militares.”

Van Dyke era militar da ativa e estava lotado em Fort Bragg, base do Exército na Carolina do Norte. Ele havia assinado acordos de confidencialidade que o proibiam de divulgar ou utilizar informações sensíveis sobre operações militares.

Segundo o governo Trump, entre 8 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro, o sargento participou diretamente do planejamento e da execução da operação para capturar Maduro, tendo acesso a dados classificados, que, segundo a acusação, foram usados para realizar as apostas.



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