O Banco de Brasília (BRB) iniciou há pouco assembleia geral extraordinária de acionistas para aprovar aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. A operação prevê a emissão de até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais.
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A subscrição mínima é de R$ 536 milhões. Atualmente, em meio ao caso Master, o capital social do banco é de R$ 2,344 bilhões. No cenário mínimo, subiria para R$ 2,88 bilhões. No máximo, pode alcançar R$ 11,161 bilhões.
A oferta será feita por subscrição privada, restrita a acionistas já integrantes da base do banco.
Segundo a instituição, os recursos serão destinados “ao reforço do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, com o objetivo de manter os índices de capitalização regulamentares e seu enquadramento prudencial.”
O BRB ainda aguarda um aporte do governo do Distrito Federal, controlador do banco. O presidente da instituição, Nelson de Souza, afirmou que a capitalização será concluída até 30 de maio, antes do prazo de 180 dias fixado pelo Banco Central, que termina em 5 de agosto.
A operação ocorre em paralelo ao acordo firmado com a Quadra Capital, anunciado na segunda-feira (20), para transferir ativos de origem no Banco Master, avaliados em R$ 15 bilhões, para um fundo de investimento.
O objetivo é ampliar a liquidez do banco, que vem vendendo carteiras de crédito. O acordo prevê pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Uma segunda parcela, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será composta por cotas do fundo e monetização dos ativos. O valor final depende do aporte do governo do DF.
A operação inclui a criação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) para absorver ativos oriundos do Master, como ações da Oncoclínicas e da Ambipar, além de carteiras do Credcesta.
Por se tratar de operação voltada à liquidez, não há necessidade de aprovação do Banco Central, embora o órgão acompanhe o processo e possa se manifestar.
De acordo com o BRB, o acordo “visa à alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação do banco.”
Mais cedo (22), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o governo seguirá adotando medidas para consolidar o processo.