A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o Banco de Brasília (BRB) foi alvo de irregularidades durante a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.
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Segundo ela, há indícios de que o banco público tenha sido prejudicado por decisões tomadas à época. “O BRB é vítima de uma gestão fraudulenta”, declarou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. A Polícia Federal (PF) apura suspeitas de pagamento de vantagens indevidas ao ex-dirigente, o que ele nega.
Celina também buscou afastar qualquer relação entre o escândalo e sua atuação ou a do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). “São dois CPFs totalmente diferentes, o meu CPF e o CPF do governador Ibaneis, cada um tem um”, afirmou. A governadora disse ainda que não participou de decisões estratégicas envolvendo operações do banco.
Ao comentar o perfil de Paulo Henrique Costa, Celina fez críticas à condução da instituição. “Era vaidoso demais, um homem muito ligado ao status”, disse. Segundo ela, o ex-presidente teria “confundido a figura do que é ser banqueiro com a de ser bancário”.
A governadora afirmou que nunca teve contato com o banqueiro Daniel Vorcaro e que não foi consultada sobre negociações envolvendo o Master. “Quem procura a vice-governadora? Vice-governadora não é perguntada sobre quase nada”, declarou, ao se referir ao período em que ocupava o cargo anterior.
Apesar da crise, Celina garantiu que o BRB seguirá como banco público. “Não há possibilidade nenhuma de privatização”, afirmou. Segundo ela, o governo trabalha para reequilibrar a instituição e normalizar sua situação financeira antes do próximo ciclo eleitoral.
As investigações seguem em andamento, e a governadora defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas. “Quem fez algo errado vai responder na medida da lei e da culpabilidade”, disse.