O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não há conflito com Eduardo Bolsonaro e disse ser alvo de “ataque unilateral” do ex-deputado. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Globo, em meio a cobranças por apoio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
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Segundo Nikolas, ele não iniciou confrontos e mantém alinhamento com as ideias defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu nunca fomentei nenhuma briga. A pergunta que tem que ser colocada é: o que eu já fiz? Porque uma briga são dois. Isso não é uma briga, é um ataque unilateral. Qual post meu eu tenho atacando filho, esposa ou o próprio Bolsonaro? Pelo contrário, eu sou extremamente leal às ideias que o Bolsonaro carrega. Ele mesmo, na última vez que nos encontramos, falou: ‘Fique em paz, estou contigo’. Mas infelizmente tem alguns que se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, afirmou.
O deputado também comentou a condução da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Ele disse que a campanha deve ser “inteligente” e que cada integrante tem um papel diferente na estratégia.
“A campanha tem que ser inteligente. Assim como o Flávio disse, e eu repito, cada um tem um papel. O time não é feito só de zagueiro, só de atacante. Cada um tem um papel e eles se complementam, o que eu acho que para alguns é difícil de compreender.”
Nikolas afirmou que o foco deve ser convencer novos eleitores e apresentar as ideias associadas ao nome do candidato. Segundo ele, alcançar quem ainda não decidiu o voto é a parte mais difícil do processo.
“A gente precisa convencer as pessoas não somente com o nome, mas com as ideias que aquele nome carrega. O que o Flávio representa? Segurança pública, corte de tributo. Você não vai ver nenhum vídeo meu falando no final: ‘Então me segue aí’. Eu não preciso. Eu preciso que as pessoas compreendam aquilo que eu carrego. O que agrega mais? Você falar para os que já vão votar com o Flávio ou você alcançar outras pessoas? Pregar para convertido é mais simples. Agora, alcançar aqueles que ainda não foram convencidos a votar no Flávio é o trabalho mais difícil.”
Ao comparar a atuação política com posições em campo, Nikolas disse que seu papel é de “atacante” e criticou a cobrança por uniformidade na campanha. Ele afirmou que diferentes funções são necessárias e que nem todos devem adotar a mesma estratégia.
“Muitos acabam ficando muito focados em fazer a manutenção da base, o que eu também acho importante. Não tem problema o cara falar sobre o Flávio todos os dias, desde que ele não fale que a minha estratégia esteja errada.”
Segundo o deputado, é positivo quando diferentes funções se complementam dentro da campanha.
“É errado o zagueiro fazer gol? Não, vai ser ótimo. Mas concorda que o papel dele, na maioria das vezes, vai ser a defesa? Meu papel é atacar. Eu posso alguma vez roubar a bola? Posso. Mas meu papel é de atacante.”
Ele também afirmou que há resistência a estratégias distintas dentro do grupo político.
“O problema é quando querem que todo mundo faça campanha da mesma forma. Tem alguns que se tornaram experts em afastar as pessoas. A gente não vai contribuir com uma campanha descartando quem não concorda 100% com a gente.”