O senador Flávio Bolsonaro afirmou hoje (15) que espera que a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal não represente um “cerco jurídico” para intimidá-lo. A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A apuração tem como base uma publicação feita pelo senador na rede social X, em janeiro, na qual ele atribuiu crimes ao presidente e o associou ao líder venezuelano Nicolás Maduro.
Ao comentar o caso, Flávio disse esperar que a medida não seja usada para intimidá-lo ou limitar suas manifestações públicas. “Eu espero que não seja um cerco jurídico para tentar me intimidar e tentar me inibir de falar o que eu penso”, afirmou.
“Espero que não seja o início de um cerco jurídico para tentar me intimidar e limitar minha liberdade de expressão”, diz Flávio Bolsonaro sobre inquérito aberto contra ele por Alexandre de Moraes. Vídeo: Reprodução/X pic.twitter.com/nUFf9ejoDN
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) April 15, 2026
O senador também declarou que pretende adotar medidas jurídicas no processo, incluindo a apresentação de exceção da verdade e a solicitação de documentos ao governo dos Estados Unidos. Ele afirmou que pretende pedir que Moraes solicite informações sobre a prisão de Maduro e eventuais relações com Lula.
Segundo Flávio, as acusações envolvendo o líder venezuelano partem do governo americano. “quem está acusando o Maduro de ser terrorista é o governo americano, não sou eu”, disse.
O parlamentar também afirmou que não compreendeu a decisão de abertura do inquérito e reiterou que não pretende recuar. “então sinceramente eu não entendi qual é a intenção do ministro Alexandre de Moraes em aceitar abrir um inquérito como esse”.
Na sequência, declarou que seguirá fazendo críticas ao presidente. “não vou me calar, vou continuar acusando e falar a verdade sobre quem é Lula”, afirmou.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, a publicação atribuiu de forma pública fatos criminosos ao presidente, o que motivou a abertura do inquérito. A Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para conduzir as investigações.
A defesa do senador afirmou que recebeu a decisão com “profunda estranheza” e sustenta que a manifestação está amparada pela liberdade de expressão e pelo exercício do mandato parlamentar.