O partido Novo protocolou, nesta segunda-feira (30), uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), após o parlamentar acusar o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de “estuprador” durante uma sessão da CPMI do INSS, na última sexta-feira (27).
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Na ação, a sigla pede a cassação do mandato de Lindbergh, sob o argumento de que houve quebra de decoro parlamentar e imputação de crime sem apresentação de provas. O documento sustenta que declarações desse tipo ultrapassam os limites da divergência política e comprometem o ambiente institucional da Câmara.
O episódio ocorreu em meio a um bate-boca durante a reta final da comissão. A discussão começou após Gaspar ler um trecho de uma fala do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o que irritou o petista. Durante a troca de acusações, Lindbergh chamou o parlamentar alagoano de “estuprador”, enquanto Gaspar reagiu chamando o adversário de “bandido”.
Após o confronto, Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal, na qual acusam Gaspar de ter cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, em um caso que teria resultado no nascimento de uma filha. Segundo os parlamentares, as informações detalhadas foram encaminhadas sob sigilo às autoridades.
Gaspar nega as acusações e afirma que irá processar Lindbergh e Soraya por denunciação caluniosa. O deputado também sustenta que o caso mencionado pelos adversários foi distorcido e não tem relação com ele.
Em resposta, Lindbergh afirmou que adotará “todas as providências cabíveis” nas esferas criminal e parlamentar contra Gaspar. O deputado diz que foi alvo de agressões verbais e acusa o relator da CPMI de tentar desviar o foco das denúncias.
O caso agora será analisado pelo Conselho de Ética, que poderá decidir pela abertura de processo disciplinar e eventual aplicação de sanções ao parlamentar.