A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido da Polícia Federal de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
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Segundo apuração do O Globo, em parecer sigiloso enviado ao Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a medida no momento do pedido. Apesar disso, a quebra de sigilo foi autorizada pelo ministro André Mendonça em janeiro deste ano.
Segundo a PGR, a Polícia Federal não apresentou provas que comprovassem o envolvimento direto de Lulinha no esquema de fraudes no INSS, investigado pelos órgãos de controle.
A avaliação do órgão foi de que os indícios reunidos indicavam apenas a relação pessoal entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de investigação. Ambos tiveram sigilos quebrados por decisão do STF.
Uma das linhas de apuração da Polícia Federal é se a empresária atuou como intermediária entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.
Investigadores identificaram cinco pagamentos feitos por Antunes à empresária, no valor de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025.
Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário de Antunes afirmou que o operador pagava uma mesada de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente. O conteúdo foi compartilhado com a CPI do INSS.
A Polícia Federal também apontou que Lulinha “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do operador, mas destacou que não havia indícios de participação direta nos descontos indevidos a aposentados.