O Brasil é o país que menos pune juízes por corrupção na esfera criminal entre quinze nações analisadas, segundo estudo do Centro de Liderança Política divulgado ontem (26).
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O relatório aponta que, na maioria dos casos, processos criminais contra magistrados não avançam na Justiça. As punições aplicadas são, em geral, administrativas.
Segundo o levantamento, mesmo quando afastados, juízes podem manter a aposentadoria e seguir exercendo outras atividades, como a advocacia. Casos com condenação judicial e prisão são raros.
O estudo também indica que, entre os países analisados, apenas o Brasil prevê aposentadoria compulsória sem perda de benefícios para magistrados punidos.
O relatório avaliou legislações de países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Itália, Espanha, Japão, Austrália, Índia, África do Sul, México, Argentina e Nova Zelândia.
De acordo com o documento, as sanções administrativas existem em diferentes sistemas judiciais. A manutenção integral de benefícios após punição, no entanto, aparece como característica exclusiva do modelo brasileiro.