A Polícia Federal (PF) busca esclarecer o papel de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, nos processos que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos ligados ao Banco Master.
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O inquérito tem como objetivo identificar o grau de conhecimento da autoridade monetária sobre possíveis irregularidades no momento em que as operações receberam aval.
Os investigadores apuram se Campos Neto foi enganado por diretores, com uso de falsificação de assinaturas e adulteração de documentos, ou se tinha conhecimento das inconsistências e ainda assim autorizou a transação.
A apuração aponta para um esquema estruturado para dificultar a identificação de irregularidades e contornar mecanismos de controle do sistema financeiro.
Segundo a investigação, a complexidade das operações indica atuação coordenada entre agentes públicos e privados.
Há indícios de que inconsistências contábeis foram mascaradas durante o processo de aprovação, com aparência de regularidade.
Campos Neto presidiu o Banco Central entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2024.
Neste momento, a PF concentra as diligências no cruzamento de comunicações internas e na perícia de documentos digitais.
O objetivo é reconstruir a cadeia de decisões dentro da autoridade monetária e identificar possíveis falhas nos mecanismos de controle.
O caso também envolve a análise de processos de fusões e aquisições aprovados pelo Estado, sob suspeita de irregularidades.