O governo do Irã divulgou nesta sexta-feira (20) uma nova mensagem atribuída ao líder supremo Mojtaba Khamenei, a segunda desde sua ascensão ao posto, há cerca de duas semanas. Assim como na primeira manifestação, o conteúdo foi transmitido pela televisão estatal sem qualquer aparição pública do dirigente.
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No comunicado, Khamenei negou envolvimento iraniano em ataques recentes registrados em Turquia e Omã, classificando os episódios como ações de “falsa bandeira”. Segundo ele, as ofensivas teriam sido conduzidas por adversários externos, em referência indireta aos Estados Unidos e a Israel.
A declaração também teve tom voltado ao cenário interno. O líder pediu coesão nacional diante do que chamou de ameaças externas e internas, reforçando a necessidade de alinhamento entre governo e população em meio à escalada de tensões na região.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a afirmação de que teria circulado de forma anônima pelas ruas da capital, Teerã, utilizando um táxi para ouvir diretamente a população. A veracidade do relato, no entanto, não foi confirmada por fontes independentes.
A nova mensagem ocorre dias após outra comunicação oficial em que o líder adotou um tom mais duro contra potências estrangeiras, exigindo reparações e sinalizando continuidade na postura de confronto.
O posicionamento também surge em meio a um cenário interno sensível, após a morte recente de um alto integrante da área de inteligência do país. No comunicado, Khamenei defendeu o fortalecimento da segurança nacional e afirmou que o Estado deve agir com firmeza contra ameaças, tanto internas quanto externas.
Sem aparições públicas desde que assumiu o posto, o novo líder mantém sua comunicação restrita a mensagens oficiais, enquanto consolida sua posição em um momento de forte instabilidade regional.