Durante participação no programa Alive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas nesta quinta-feira (5), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) questionou a versão inicial sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, preso na Operação Compliance Zero.
Segundo Mourão, a Polícia Federal deveria esclarecer publicamente as circunstâncias do caso. O senador reforçou que faltam explicações oficiais sobre o ocorrido.
“A Polícia Federal tinha que ter vindo a público e dito assim: o sujeito se matou assim, assim e assado”, declarou.
Durante a conversa, Mourão afirmou que a hipótese divulgada informalmente de enforcamento dentro da cela levanta dúvidas.
“Se enforcar com uma camiseta dentro de uma cela é algo muito difícil. Não existe”, disse.
Ele acrescentou que esse tipo de situação exigiria esforço prolongado.
“Ele vai ter que fazer uma força e ficar forçando aquele estrangulamento. Ou seja, é algo antinatural, que leva um tempo”, afirmou.
Segundo o senador, o próprio corpo humano tende a reagir a esse tipo de situação.
“O corpo humano nem deixa isso acontecer. Então está mal contada a história”, declarou.
Mourão afirmou que o caso precisa ser esclarecido pelas autoridades.
“A Polícia Federal tem que vir ao público e esclarecer a morte, esclarecer o suicídio”, disse.
Ele também comparou a repercussão do episódio com situações envolvendo outras instituições.
“Se isso fosse em uma dependência militar, a grita que estaria?”, questionou.
Papel do Senado sobre o STF
Durante a entrevista, Mourão também comentou o papel do Senado na relação com o Supremo Tribunal Federal.
Segundo ele, a indicação de ministros da Corte depende da aprovação do Congresso.
“Quando o presidente da República indica o nome para ministro da Suprema Corte, esse nome tem que ser chancelado pelo Senado Federal”, afirmou.
O senador disse que essa aprovação representa a validação política do nome indicado.
“É a chancela do povo brasileiro naquele nome selecionado pelo presidente”, declarou.
Mourão acrescentou que o mesmo mecanismo institucional permite a retirada de um ministro.
“Se o povo colocou esse cidadão como ministro da Suprema Corte, o povo pode retirá-lo de lá”, afirmou.
Caso Banco Master
Durante a conversa, Mourão também comentou publicações do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao Banco Master.
Segundo ele, uma postagem feita em 2024 já mencionava questionamentos sobre operações ligadas ao banco.
“A postagem do presidente Bolsonaro é de 2024, quando surgiu o negócio ali da Caixa Ascent”, disse.
O senador afirmou que, naquele momento, não acompanhava o caso de perto.
“Eu, de minha parte, naquele momento não prestei atenção nesse assunto”, declarou.
Segundo Mourão, o banco ainda não estava no seu radar como tema relevante de investigação.
“Realmente eu não estava sintonizado com essa questão e o Banco Master não tinha aparecido ainda para mim como algo que tivesse no radar”, afirmou.
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