No retorno dos trabalhos amanhã, a CPMI do INSS votará a aprovação de requerimentos para a quebra de sigilo bancário e fiscal do banqueiro Augusto Lima, dono do Credcesta, a galinha dos ovos de ouro do consignado do PT. As quebras devem se estender à PKL One Participações, que repassou ao Master (então Máxima) os direitos de operação do cartão de benefício consignado.
A oposição também preparou pedidos ao COAF para a elaboração de relatórios de inteligência financeira do ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, e da empresa PKL. É possível que sejam apresentados também requerimentos de quebra de sigilo da empresa Terra Firme e de seu instituto, pertencentes a Lima. Há suspeita de que ambos teriam sido usados para pagamento de políticos do PT da Bahia.
Como este site revelou, o Master só estreou no consignado em 2019, após firmar a parceria com Lima. O empresário foi o único participante da licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), dona da rede estadual de supermercados e dona do Credcesta, cartão de pagamento depois transformado em benefício consignado. O negócio escalou após um decreto de Rui Costa que elevou a 75% o limite de endividamento dos servidores estaduais, com 30% de margem do consignado exclusivo para o Credcesta.
Este site também mostrou, com documentos exclusivos, que Lima vendeu 50% dos direitos de exploração do Credcesta ao Master por 30 milhões e que a PKL One repassou R$ 22 milhões para a NGV Empreendimentos, empresa de prateleira usada para vencer a licitação da Ebal, comprada por R$ 15 milhões. Suspeita-se que a diferença de R$ 7 milhões pode ter rendido ‘comissões políticas’ a autoridades.