O Senado Federal iniciou nesta quarta-feira (4) os trabalhos de uma subcomissão destinada a acompanhar as investigações sobre o colapso do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
O plano foi apresentado pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), que destacou a importância de apurar de forma detalhada todas as irregularidades e responsabilidades envolvidas no caso.
O grupo é composto por 16 senadores, sendo 12 titulares e quatro suplentes. Entre os titulares estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Humberto Costa (PT-PE), Izalci Lucas (PL-DF), Leila Barros (PDT-DF), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Como suplentes, integram a subcomissão Eliziane Gama (PSD-MA), Fernando Dueire (MDB-PE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Nelsinho Trad (PSD-MS).
De acordo com Calheiros, a comissão pretende realizar diligências, solicitar acesso a documentos sigilosos e convocar autoridades e agentes envolvidos nas investigações, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo.
“Não investigar e fechar os olhos não é uma opção. O Banco Master representa a maior fraude bancária da história recente do país, e precisamos encarar isso de frente, doa a quem doer”, afirmou Calheiros.
Segundo ele, a comissão buscará entender as operações financeiras irregulares, como CDBs com remuneração acima do mercado, que levaram à insolvência da instituição.
Além de apurar responsabilidades, a subcomissão terá como meta sugerir mudanças legislativas para ampliar o poder de fiscalização do Banco Central sobre fundos e aplicações financeiras, buscando reduzir riscos de novos colapsos no sistema.
Também estão previstas análises sobre o papel de auditores independentes, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e eventuais falhas de supervisão do próprio regulador.
Na terça-feira (3), os senadores se reuniram com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e, nesta quarta, com Galípolo.